Rosmaninho e Alecrim pelo chão

Um caminho dourado por Midas, queimando à passagem os pés descalços dos desterrados

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Localização: Porto, Porto, Portugal

Hugo André Barbosa Carvalho dos Santos. Nascido a 15 de Abril de 1978. Curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Curso de Artes Gráficas da Escola Secundária de Soares dos Reis. Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Curso de Desenho Assistido por Computador como Conteúdo Multimédia. (Dreamweaver, Flash, AutoCad, 3D Studio Max, Photoshop) Bolseiro Erasmus 2000/2001 (Faculdade de Belas Artes do País Basco). Frequentou 2 cursos de verão do CPCIL (Centro Português para a Criatividade Inovação e Liderança). Frequentou 2 Workshops de teatro na FBAUP em 1999 e 2000. Membro da ARGO (Associação Artística de Gondomar) desde 1993. Membro do CCTEG (Centro Cultural de Teatro Experimental de Gondomar).

domingo, abril 23, 2006

Poema (Exposição no Clube Literário do Porto)

O olho não vê mas o coração sente
Na luz branca da manhã
O Bailado alucinante de todas as cores
Unidas, escondidas
Camufladas no foco branco
Cantando a melodia do espaço
Revelando a forma dos corpos num banho
De purificação e amor.

No Uno o divisível
Reconvertido ao Uno.

Assim se mostra a luz branca
Assim se desvenda o seu mistério
Enquanto a chuva lava a terra
E o sol por entre ela baila
Em pequenos milagres
Nos arco-íris de mil cores.

E a ponte entre o nada e o todo se cumpre
Entre a luz branca e una e o silêncio da escuridão que aguarda
Numa espera silenciosa e saudosa
Onde tudo se encontra sem que se veja
No negro da noite.

Eu sou para ti e tu para mim.
Os opostos completam-se.

Sempre um eterno silêncio
Por entre os cambiantes musicais das cores.
Sempre um eterno silêncio
Na escuridão que murmura.
Paradoxos.

A luz rasga o espaço como faca afiada
Deixa versos dispersos pelas silhuetas das coisas
No tempo ínfimo que por lá passa
Quase sem tocar
Reflectindo-se em fuga
Sem nunca se apanhar.
Deixa apenas leves impressões
Nos olhos deliciados de quem vê.

E o que foi voltará a ser de outra forma.
O ciclo repete-se.
O que te quero dizer
Está escondido na luz branca da manhã
E na escuridão da noite

Decompõe-se a luz nos cambiantes que se conhecem
Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil, Violeta.
Mas não se destrói a poesia das cores.
A luz una e branca continua a encantar
Na noite escura e fria
O destino dos poetas.

4 Comments:

Blogger Polly Jean said...

Tenho sabido de ti, tenho cá vindo. Espero que esteja tudo bem. o comentário anterior é do melhor!:))))
College Degree:))))
Parabéns atrasados.

quarta-feira, maio 03, 2006  
Blogger isabel said...

Olá Hugo. Vim cá ter através de outro blog, onde desabafaste sobre a doença do teu pai.
Venho dar-te um abraço. Senti essa dor de perto e o pâncreas....
Nunca mais se encontra a cura para o raio dessa doença...

quarta-feira, maio 03, 2006  
Blogger Hugo Santos - Portfólio said...

Obrigado pelos presentes Dora.
Não tenho os teus contactos.
Manda-me mensagem para te poder responder ou liga-me para o telemovel.

quinta-feira, maio 11, 2006  
Blogger isabel said...

Olá Hugo...espero que tenha sido um sucesso!

Já estou a trabalhar :)

Bjs e bom fim de semana!

sábado, junho 10, 2006  

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