Rosmaninho e Alecrim pelo chão

Um caminho dourado por Midas, queimando à passagem os pés descalços dos desterrados

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Localização: Porto, Porto, Portugal

Hugo André Barbosa Carvalho dos Santos. Nascido a 15 de Abril de 1978. Curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Curso de Artes Gráficas da Escola Secundária de Soares dos Reis. Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Curso de Desenho Assistido por Computador como Conteúdo Multimédia. (Dreamweaver, Flash, AutoCad, 3D Studio Max, Photoshop) Bolseiro Erasmus 2000/2001 (Faculdade de Belas Artes do País Basco). Frequentou 2 cursos de verão do CPCIL (Centro Português para a Criatividade Inovação e Liderança). Frequentou 2 Workshops de teatro na FBAUP em 1999 e 2000. Membro da ARGO (Associação Artística de Gondomar) desde 1993. Membro do CCTEG (Centro Cultural de Teatro Experimental de Gondomar).

quinta-feira, novembro 03, 2005

Anonymous said... (assim fica aqui o texto por onde tudo começou)

Anonymous said...
pois, não sei qual será o melhor método (geralmente sou, infelizmente, mt pouco metodológico), mas deixo isso ao teu critério, eu escrevo umas linhas e tu depois logo decides como prosseguimos;)sendo ateu naturalmente não encaro,como tu, a alteridade do "eu" (os outros em mim) como uma transcedência - como um fio cósmico que une todos os homens remetendo-os para deus - mas como uma imanência: há algo em nós que nos une aos outros. mas esse algo não é dado a priori, ou melhor, existe,mas apenas em potência; cada um de nós é que tem de construir o laço que nos une a todos os outros. e eles laços são, para mim, o que constitui a Ética (repara que que so deus com minúsculas mas Ela, a Ética, o verbo, tem outro estatuto;).esse laço é o que alguns filósofos chamam o "rosto" do outro. o rosto é o âmago inapropriável de cada sujeito, aquilo que nele não pode ser conquistado pelo outro, mesmo que o outro o mate - e se matar é tentar destituir o outro do seu carácter único (remetendo-o para omundo anónimodos mortos), a inviolabilidade do seu rosto faz com que ele nunca possa ser esquecido,com que ele nunca desvaneça, com que ele nunca seja totalmente conquistado.o rosto do outro - de cada um dos outros - interpela-me contantemente, e impõe-me que o salve, impõe-me que entre em diálogo com ele; e é nesse diálogo que eu me descubro e me constituo como eu. o rosto, está sempre lá (até os condenados de auschwitz o tinham, embora já não fossem humanos), o que temosde fazer é desocultá-lo. e isso é o que ninguém (incluindo eu) faz.assim, é pelo diálogo desinteressado com o outro - pela relação dialógicacom ele em que eu não me tento apropriar dele - que eu me descubro como ser ético, é que eu reservo omeu lugar no paraíso (lol).é assim que nos descobrimos como outro, é assim que constituimos o nosso eu na alteridade, na quebra de fronteiras rígidas que separam onegro do branco, o homem da mulher, o cristão do muçulmano. e isso só pode ser pela via dialógica, pelo estabelecer do diálogo. não o diálogo com deus mas o diálogo como meu semelhante.olha, se queres o exemplo perfeito ele está no livro de são lucas (acho), quando se fala do "bom samaritano". no fundo,o que eu estou aqui a dizer é doutrina teológica, mas depurando-a de toda a transcendência (a única transcendência que vai para além da materialidade da vida é o "rosto", mas o rosto, não sendo biológico, não deixa de ser estritamente humano).e pronto, obviamente que estas ideias não são minhas (se fossem eu seria um génio), mas de filósofos como o Emmanuel Lévinas, Maurice Blanchot, Derrida... o problema é que obviamente que isto não foi uma adaptação digna das suas ideias,o melhor é mesmoler os livros :)e pronto,fico à espera de resposta :) espero que não tenha ficado mt confuso, mas acho que ficou. a verdade é que eu não domino isto tão bem quanto deveria, mas acho que já dá para lançar o debate!um abraço! (by the way, sou de lisboa)