Rosmaninho e Alecrim pelo chão

Um caminho dourado por Midas, queimando à passagem os pés descalços dos desterrados

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Localização: Porto, Porto, Portugal

Hugo André Barbosa Carvalho dos Santos. Nascido a 15 de Abril de 1978. Curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Curso de Artes Gráficas da Escola Secundária de Soares dos Reis. Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Curso de Desenho Assistido por Computador como Conteúdo Multimédia. (Dreamweaver, Flash, AutoCad, 3D Studio Max, Photoshop) Bolseiro Erasmus 2000/2001 (Faculdade de Belas Artes do País Basco). Frequentou 2 cursos de verão do CPCIL (Centro Português para a Criatividade Inovação e Liderança). Frequentou 2 Workshops de teatro na FBAUP em 1999 e 2000. Membro da ARGO (Associação Artística de Gondomar) desde 1993. Membro do CCTEG (Centro Cultural de Teatro Experimental de Gondomar).

quarta-feira, julho 21, 2004

Ainda sobre a repetição

(Mais um excerto das ditas questões estéticas)

 
Excerto de um texto da Aleluia Baby #6:


Não é pessoa de repetições, apesar de as procurar como se de um ritual se tratasse. Acha que é a consciência de que todos necessitamos de rituais, em todos os cantos do mundo. E é também a sua necessidade de fugir a esta condição humana, que vê como que, de certo modo, imposta por uma vontade anterior e exterior à sua. E é também esta necessidade de controlo absoluto da sua existência que o cansa, que o faz sentir prisioneiro de si próprio, contrariando o tão bem querido destino (querido quando é positivo, diga-se de passagem...).
(...)
Concorda com a conclusão a que se chegou de que uma filosofia é constituída por meia dúzia de ideias chave, não estando estas subdivididas em muitas outras categorias. Talvez por isso mesmo se considere tão repetitivo, e também por esse motivo tente agora explicar-se, como se estivesse a formular uma desculpa para si próprio, ou para quem o lê.

Os paradoxos são sempre uma constante neste pensamento alternado, mas há marcos que definem muito bem trajectos, intenções, direcções, vontades, que constituem igualmente uma constante. Opostos ou não, convivem. Cabe-me aqui unir as peças, catar-lhes o tal fio condutor, projectar intenções para o futuro, tornar exponencial o Devir. Acerca do Devir, tenho pendurada na parede do meu quarto uma folha que diz o seguinte: "o Devir: o movimento como actualização do possível". Já nem me lembrava dela, apesar de estar na parede por me saber tão esquecido... Diz ainda: "São Tomás, Devir: a mudança é a actualização da potência enquanto potência. Acto+Potência=Devir".